MICROENSAIO: Inteligência Emocional
MICROENSAIO: Inteligência Emocional

Segundo o Dr. Flávio Gikovate, devemos aprender a desenvolver o controle sobre a agressividade e sobre outras emoções também: amizade, inveja, afetividade, as diferenças sob o domínio da razão, aprender a respeitar as diferenças, a ter todas essas características do interlocutor, melhorar a comunicação, são ingredientes absolutamente necessários para a manutenção do emprego. O livro de David  Goleman – Inteligência Emocional -  trata disso: o que o indivíduo tem que fazer para não ser mandado embora do emprego. Ainda que todos esses requisitos não sejam suficientes para progredir na vida, ter futuro dentro da sua atividade, possa avançar, crescer enquanto ser humano, ultrapassar a própria limitação. É necessário possuir um cérebro poroso, como diz o autor acima mencionado, abrir mão das fórmulas rígidas, deixar de lado a ideia de pretender ser manual de instrução. Devemos desenvolver a habilidade de conseguir reciclar nossos pontos de vista, aprender permanentemente, deixar de lado a ideia de que você é uma fórmula pronta e imexível, saber ouvir o interlocutor de uma forma muito peculiar, ouvir verdadeiramente querendo saber se não tem ali alguma coisa que se salve no meio daquele monte de besteiras, se não tenha alguma sutileza que nos tenha escapado, mesmo vindo de pessoas muito mais simples, eventualmente, em termos de formação. É ouvir prestando atenção, querendo encontrar pérolas no meio do lixo, é realmente gostar de aprender e não ter pudor nenhum de ir jogando fora seus pontos de vista arcaicos se eventualmente aparecer um outro melhor. Um indivíduo poroso significa ser um eterno reciclador, é estar sempre jogando fora pontos de vista e ir incorporando novos.

Eu proponho o seguinte exercício: a prática do “E DE BOM?” Façamos de conta que para a manutenção do seu emprego você precise passar por um teste semanal em que tenha que elaborar um relatório escrito sobre cada indivíduo com quem teve contato durante a semana: porém, no relatório, é necessário pontuar APENAS E TÃO SOMENTE os aspectos positivos de seus interlocutores. Nada de defeitos, nenhuma crítica deve aparecer nas entrelinhas de seu texto, somente o que ele tiver de bom: o que foi possível aprender de bom a partir desse contato, quais as qualidades daquele indivíduo, que contribuições você pôde perceber nele a partir do contato que tiveram.

É como se tivesse que compor uma enciclopédia organizacional dos valores humanos de sua empresa, e toda aquela prática profissional estivesse acontecendo apenas como um pretexto para que, ao final daquela experiência, você elabore um dossiê da tecnologia humana daquela organização. Como se fosse uma tese de doutorado: a gente enceta uma vivência de no mínimo 3 anos – a partir de teorias e vivências práticas, exercícios de amostragem e tudo o mais, para no final ter subsídios necessários para escrever a tese. Portanto, a partir de agora eu os convido a escrever uma tese sobre as qualidades de seus colegas de trabalho, fazendo sempre um esforço supremo para evitar a malfadada frase; “de bom nada...”

Você topa o desafio? Ao final, verá que o maior ganhador será você.

 

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